
HISTORIA DA CORRIDA DE SÃO SILVESTRE
Numa viagem à França, em 1924, Cásper Líbero
assistiu a uma corrida noturna em que os corredores carregavam tochas de fogo.
Entusiasmado, resolveu promover, naquele mesmo ano, algo semelhante em São Paulo., Assim, à meia-noite de 31 de dezembro, daquele ano foi instituída a Corrida de São Silvestre que reunia os atletas da cidade e ganhou o nome porque esse era o santo do dia.
Entusiasmado, resolveu promover, naquele mesmo ano, algo semelhante em São Paulo., Assim, à meia-noite de 31 de dezembro, daquele ano foi instituída a Corrida de São Silvestre que reunia os atletas da cidade e ganhou o nome porque esse era o santo do dia.
A prova passou, em mais de 70 anos consecutivos de realização, por inúmeras transformações
e cresceu: dos apenas 60 participantes da primeira edição, a corrida passou a registrar mais
de 10 mil inscrições nos últimos anos, incluindo a presença das maiores expressões do atletismo mundial.
A São Silvestre tornou-se internacional a partir de 1945, quando abriu espaço aos atletas de
todas as partes do mundo. Quando a ONU instituiu o Ano Internacional da Mulher, em 1975,
a competição passou a incluir a participação das mulheres.
Atualmente, tanto a largada quanto a chegada da prova de 15 km, acontecem
à tarde em frente à sede da Fundação Cásper Líbero, no número 900 da Av. Paulista.
Os milhares de atletas dividem-se nas categorias masculina e feminina e por faixas etárias,
dentro dos critérios de regulamento estabelecido pelo jornal, patrocinador do evento.
Em 1945, Carlos Joel Nelli, diretor de A Gazeta Esportiva, decidiu alterar a estrutura da
prova. A partir daquele ano a corrida tornou-se internacional, trazendo maior emoção à competição
através do duelo entre brasileiros e estrangeiros.
Os primeiros atletas do exterior convidados a participarem da corrida foram o uruguaio
Oscar Moreira e o chileno Raul Inostroza, tendo se classificado respectivamente em segunda
e quarta colocação. O grande vencedor da estréia de abertura da São Silvestre aos
competidores de outros países foi o brasileiro Sebastião Alves Monteiro, que repetiu o
excelente feito no ano seguinte.
Depois de abrir as portas para atletas de toda parte do mundo, a São Silvestre inaugurou,
em 1975, a prova feminina. Sintonizados com os acontecimentos mundiais, os organizadores
da prova resolveram prestar uma homenagem às mulheres, no ano em que a ONU instituiu o Ano
Internacional da Mulher.
O primeiro título feminino ficou com a alemã Christa Valensieck, que voltaria a vencer
a corrida em 1976. O maior fenômeno da prova feminina, no entanto, despontou na década de 80.
A portuguesa Rosa Mota brilhou nas ruas de São Paulo com seis vitórias consecutivas, de 81 a
86.
O Brasil também teve a sua representante no lugar mais alto do pódio: Carmem de Oliveira foi
o orgulho nacional, em 95, e Roseli Machado, em 96.
o orgulho nacional, em 95, e Roseli Machado, em 96.
Grandes nomes já passaram pela São Silvestre. O lendário tcheco Emil Zatopek, conhecido
nos anos 50 como a Locomotiva Humana, venceu a corrida chegando 500 metros à frente do
segundo colocado. Zatopek tinha em seu currículo três medalhas de ouro nas
Olimpíadas de Melbourne, na Austrália, pelas vitórias nos 5.000m, 10.000m e maratona.
Além de Zatopek outros atletas ficaram na história da corrida: o argentino Osvaldo Suarez
(tricampeão, com vitórias em 58, 59 e 60), o belga Gaston Roelants ( vencedor em 64, 65, 67 e 68),
o colombiano Victor Mora ( campeão em 72, 73, 75 e 81), o equatoriano Rolando Vera (86,87,88 e 89),
o brasileiro José João da Silva, vencedor em 80 e 85, e responsável pelo fim do longo jejum brasileiro no pódio, desde 47.
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