quinta-feira, 7 de junho de 2012

 
 Preparando suas pernas para 42 km de asfalto duro
parte 4....

Escolha do tênis de corrida para a maratona
Finalmente, se você planeja usar tênis de competição na maratona, certifique-se de saber antecipadamente se ele dará o suporte que você precisa pelos 42 km. Para experimentar o tênis tanto para a velocidade sustentada quanto para distância longa, você deve usá-lo numa meia-maratona e corrida longa antes da maratona. Um fator para considerar é que os tênis de competição quase sempre têm um calcanhar substancialmente mais baixo do que os de treinamento. Se a sua musculatura da panturrilha não estiver acostumada ao calcanhar baixo, pode estar certo que ela irá se rebelar quando você pedir para que ela trabalhe sobre uma amplitude de movimento aumentada pelos 42 km. De modo geral, um tênia com mais suporte, mas ainda assim razoavelmente leve, fará alguns gramas de peso a mais valerem à pena durante a segunda metade da maratona.

terça-feira, 29 de maio de 2012


 

Preparando suas pernas para 42 km de asfalto duro
3 parte... 

Superfície da maratona
Enquanto alguns percursos, como o da Maratona de Nova Iorque, incluem várias ladeiras, outros são quase planos. Ambos os tipos de percursos requerem preparação específica. Em uma maratona toda plana, seus músculos são usados da mesma forma por todo o percurso pela mesma amplitude de movimento por milhares de passadas. Essa falta de variedade eleva a fadiga, já que seus músculos da panturrilha, jarrete e quadríceps repetem os mesmo ciclo de novo e de novo. Para preparar-se otimamente para uma maratona plana, você deve fazer a maioria das suas corridas longas em percursos similarmente planos.
Ainda que correr ladeira acima possa fazê-lo perder um pouco de velocidade, é correr ladeira abaixo em percursos como os da Maratona de Boston que o destroem. Quando você corre ladeira abaixo, seus músculos trabalham excentricamente para resistir à força da gravidade, o que causa danos microscópicos aos músculos, inflamação e nossa velha amiga dor muscular tardia. A boa notícia é que treinar correr ladeira abaixo tem um efeito de proteção que reduz os danos e dores musculares subseqüentes. 
Ao invés de fazer repetições correndo ladeira abaixo, as quais o deixarão bem dolorido e podem ocasionar lesões, pratique correr em terrenos com aclives e declives. A melhor simulação de uma maratona com ladeiras é incorporar uma seqüência similar de aclives e declives na sua corrida longa. Esse era um dos segredos de Bill Rodgers para vencer tanto a Maratona de Boston quanto a de Nova Iorque. Ele elaborou seu treinamento para prepará-lo para as subidas e descidas desses percursos.


terça-feira, 22 de maio de 2012

 

Preparando suas pernas para 42 km de asfalto duro

 segunda parte...

 

Você precisa treinar correndo no asfalto?
Embora as diferenças entre correr sobre terra batida ou esteira ergométrica versus asfalto não tenham sido estudadas extensivamente, a literatura científica dá pistas de como pode ser benéfico preparar suas pernas para a tarefa específica de correr 42,195 km no asfalto. Estudos têm mostrado que quando você corre sobre uma superfície dura seu  tendão de Aquiles e pé trabalham juntos para conservar energia ao devolver a energia elástica armazenada para sua próxima passada. Porém, quando você corre sobre superfícies macias, a reutilização da energia elástica armazenada pelo tendão de Aquiles é reduzida porque a superfície macia absorve mais energia. O bicomecânico Liz Brashaw, PhD, explica: "a diferença na ação do tendão de Aquiles e músculos da panturrilha faz com que a corrida sobre superfícies macias seja menos específica para as exigências da corrida de rua".
Obviamente, você precisa fazer uma parte do seu treino no asfalto. Ainda assim, também tem que chegar à linha de largada sem contusões, e à medida que aumenta sua quilometragem no asfalto (ou pior ainda nas calçadas), seu risco de lesões nos pés, pernas e costas também aumenta. Qual é o melhor equilíbrio entre fazer treinos suficientes no asfalto para estar pronto para a maratona enquanto mantém seus riscos de lesões em um nível aceitável?
Para fortalecer suas pernas para o asfalto, você deve correr pelo menos 48 km por semana no asfalto durante as 10 semanas anteriores à maratona. Dependendo da sua quilometragem semanal, isso pode representar de apenas 25% até 75% do seu volume de treinamento total. Isso deve ser suficiente para preparar suas pernas para a maratona. O ideal seria fazer a maioria dos treinos posteriores aos no asfalto sobre superfícies macias para reduzir as chances de lesões.
Eu também recomendo que você faça um mínimo de 5 corridas longas predominantemente no asfalto durante as últimas 10 semanas de treinamento para assegurar que seu corpo esteja pronto para suportar o estresse repetitivo da maratona. Pelo menos duas dessas corridas devem ser maiores que 32 km. Se você adora correr fora do asfalto, poderia fazer a primeira hora da sua corrida longa sobre superfície macia e então ir para os asfalto pela última hora ou mais. O objetivo é acostumar seus músculos e tendões ao impacto do asfalto quando eles estão ficando cansados.

domingo, 20 de maio de 2012

 

Preparando suas pernas para 42 km de asfalto duro 

Primeira parte.....

 

42.195 metros de asfalto
As principais maratonas do mundo são corridas exclusivamente sobre asfalto. isso significa 42 quilômetros e 195 metros de impacto repetido sobre uma superfície dura e uniforme. Uma maratona significa mais de 25.000 passos aterrissando com uma força de 3 ou 4 vezes os seu peso corporal. Para correr bem uma maratona, seu corpo precisa estar preparado para lidar com esse abuso.
Empiricamente, parece que pouco treinamento em asfalto torna mais provável que você tenha problemas na segunda metade da maratona. Por exemplo, ao discutir a performance relativamente fraca de um corredor olímpico de 10.000 metros na Maratona de Chicago 2002, ele revelou que fazia 90% de seus treinos correndo fora do asfalto, e que sentiu suas pernas progressivamente mais cansadas a cada quilômetro da maratona. Apesar de treinar grande quilometragem e fazer um número respeitável de corridas longas, suas pernas simplesmente não estavam prontas para a tarefa. Depois de correr os primeiros 32 km num ritmo para 2:13, seus músculos cansados de corredor de elite o forçaram a desacelerar drasticamente nos últimos quilômetros do percurso.


terça-feira, 15 de maio de 2012

 

 

 

11 benefícios da caminhada para o corpo e a mente

 Melhora a circulação

Um estudo feito pela USP, de Ribeirão Preto, provou que caminhar durante aproximadamente 40 minutos é capaz de reduzir a pressão arterial durante 24 horas após o término do exercício. Isso acontece porque durante a prática do exercício, o fluxo de sangue aumenta, levando os vasos sanguíneos a se expandirem, diminuindo a pressão.

Além disso, a caminhada faz com que a as válvulas do coração trabalhem mais, melhorando a circulação de hemoglobina a e oxigenação do corpo. "Com o maior bombeamento de sangue para o pulmão, o sangue fica mais rico em oxigênio. Somado a isso, a caminhada também faz as artérias, veias e vasos capilares se dilatarem, tornando o transporte de oxigênio mais eficiente às partes periféricas do organismo, como braços e pernas", explica o fisiologista Paulo Correia.  

 Deixa o pulmão mais eficiente

O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. De acordo com Paulo Correia, as trocas gasosas que ocorrem nesse órgão passam a ser mais poderosas quando caminhamos com frequência. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras.

"A prática da caminhada, se aconselhada por um médico, pode ajudar também a dilatar os brônquios e prevenir algumas inflamações nas vias aéreas, como bronquite. Em alguns casos mais simples, ela tem o mesmo efeito de um xarope bronco dilatador", explica. 

Combate a osteoporose

O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos. A compressão dos ossos da perna, e a movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada faz com que haja uma maior quantidade estímulos elétricos em nossos ossos, chamados de piezelétrico. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose.

"Na fase inicial da perda de massa óssea, a caminhada é uma boa maneira de fortalecer os ossos. Mesmo assim, quando o quadro já é de osteoporose, andar frequentemente pode diminuir o avanço da doença", diz o fisiologista da Unifesp. 

Afasta a depressão

Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Quando uma pessoa começa a praticar exercícios, ela automaticamente produz endorfina.

Depois de um tempo, é preciso praticar ainda mais exercícios para sentir o efeito benéfico do hormônio. "Começar a caminhar é o inicio de um círculo vicioso. Quando mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, o que te dá mais ânimo. Esse relaxamento também faz com que você esteja preparado para passar cada vez mais tempo caminhando", explica Paulo Correia.

 Aumenta a sensação de bem-estar

Uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, pode melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a autoestima, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Essex, no Reino Unido.

Comparando dados de 1,2 mil pessoas de diferentes idades, gêneros e status de saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que se envolviam em caminhadas ao ar livre e também, ciclismo, jardinagem, pesca, canoagem, equitação e agricultura, apresentavam efeitos positivos em relação ao humor e à autoestima, mesmo que essas atividades fossem praticadas por apenas alguns minutos diários. 

 Deixa o cérebro mais saudável

Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito antienvelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, ao aumentar seus circuitos e reduzir os riscos de problemas de memória e de atenção. "Os estímulos que recebemos quando caminhamos aumento a nossa coordenação e fazem com que nosso cérebro seja capaz de responder a cada vez mais estímulos, sejam eles visuais, táteis, sonoros e olfativos", comenta Paulo Correia. 


Diminui a sonolência

A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. Essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora a qualidade do sono de noite.

"Como o corpo inteiro passa a gastar energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia. Por isso, poucas pessoas que caminham frequentemente têm insônia e, consequentemente, não tem sonolência no dia seguinte", completa o especialista da Unifesp. 

Mantém o peso em equilíbrio e emagrece

Esse talvez seja o benefício mais famoso da caminhada. "É claro que caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima de gorduras localizadas", afirma Paulo Correia.

E o papel da caminhada na perda de peso não para por aí. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que, mesmo horas depois do exercício, a pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscular. A conclusão foi de que os músculos dos atletas convertem constantemente mais energia em calor do que os de indivíduos sedentários. Isso ocorre porque quem faz um treinamento intensivo de resistência, como é o caso da caminhada, tem um metabolismo mais acelerado


 Controla a vontade de comer

Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, sugere que fazer caminhadas pode conter o vício pelo chocolate. Durante o estudo, foram avaliadas 25 pessoas que consumiam uma quantidade de pelo menos 100 gramas por dia de chocolate. Os chocólatras tiveram que renunciar ao consumo do doce e foram divididos em dois grupos, sendo que um deles faria uma caminhada diária.

Os pesquisadores perceberam que não comer o chocolate, juntamente com o estresse provocado pelo dia a dia, aumentava a vontade de consumir o doce. Mas, uma caminhada de 15 minutos em uma esteira proporciona uma redução significativa da vontade pela guloseima.

"Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem o estresse, efeito que muitas pessoas buscam compulsivamente na comida", afirma Paulo Correia 


Protege contra derrames e infartos

Quem anda mantém a saúde protegida das doenças cardiovasculares. Por ajudar a controlar a pressão sanguínea, caminhar é um fator de proteção contra derrames e infarto. "Os vasos ficam mais elásticos e mais propícios a se dilatarem quando há alguma obstrução. Isso impede que as artérias parem de transportar sangue ou entupam", diz Paulo.
A caminhada também regula os níveis de colesterol no corpo. Ela age tanto na diminuição na produção de gorduras ruins ao organismo, que têm mais facilidade de se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos e por isso causar derrames e infartos, como no aumento na produção de HDL, mais conhecido como colesterol bom. 


Diabetes

A insulina, substância que é responsável pela absorção de glicose pelas células do corpo, é produzida em maior quantidade durante a prática da caminhada, já que a atividade do pâncreas e do fígado são estimuladas durante a caminhada devido à maior circulação de sangue em todos os órgãos.

Outro ponto importante é que o treinamento aeróbico intenso produzido pela caminhada é capaz de reverter a resistência à insulina, um fator importante para o desenvolvimento de diabetes. Assim fica comprovado que os exercícios têm ainda mais benefícios contra o mal do que se pensava anteriormente.

"Quanto maior a quantidade de insulina no sangue, maior a capacidade das células absorverem a glicose. Quando esse açúcar está circulando livremente no sangue, pode causar diabetes", explica o fisiologista da Unifesp.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Franck Caldeira campeão São Silvestre 2006 1024x768 Papel de Parede Wallpaper

CAMPEÕES DA SÃO SILVESTRE
FASE NACIONAL
1925 - Alfredo Gomes 1935 - Nestor Gomes
1926 - Jorge Mancebo 1936 - Mário de Oliveira
1927 - Heitor Blasi 1937 - Mário de Oliveira
1928 - Salim Maluf 1938 - Armando de Martins
1929 - Heitor Blasi 1939 - Luiz del Greco
1930 - Murilo de Araújo 1940 - Antônio Alves
1931 - José Agnello 1941 - José Tibúrcio dos Santos
1932 - Nestor Gomes 1942 - Joaquim Gonçalves da Silva
1933 - Nestor Gomes 1943 - Joaquim Gonçalves da Silva
1934 - Alfredo Carletti 1944 - Joaquim Gonçalves da Silva
FASE INTERNACIONAL
1945 - Sebastião A. Monteiro (Bra) 1972 - Victor Mora (Col)
1946 - Sebastião A. Monteiro (Bra) 1973 - Victor Mora (Col)
1947 - Oscar Moreira (Uru) 1974 - Rafael A. Perez (C.Rica)
1948 - Raul Inostroza (Chi) 1975 - Victor Mora (Col)
1949 - Vijo Heino (Fin) 1976 - Edmundo Warnke (Chile)
1950 - Lucien Theys (Bel) 1977 - Domingo Timbiduiza (Col)
1951 - Erik Krucziky (Ale) 1978 - Radhouane Bouster (Fra)
1952 - Franjo Mihalic (Iug) 1979 - Herbert Lindsay (EUA)
1953 - Emil Zatopech (Tche) 1980 - José João da Silva (Bra)
1954 - Franjo Mihalic (Iug) 1981 - Victor Mora (Col)
1955 - Kenneth Norris (Ing) 1982 - Carlos Lopes (Por)
1956 - Manoel Faria (Por) 1983 - João da Mata (Bra)
1957 - Manoel Faria (Por) 1984 - Carlos Lopes (Por)
1958 - Osvaldo Suarez (Arg) 1985 - José João da Silva (Bra)
1959 - Osvaldo Suarez (Arg) 1986 - Rolando Vera (Equa)
1960 - Osvaldo Suarez (Arg) 1987 - Rolando Vera (Equa)
1961 - Martin Human (Ing) 1988 - Rolando Vera (Equa)
1962 - Hamoud Ameur (Fra) 1989 - Rolando Vera (Equa)
1963 - Henry Clercky (Bel) 1990 - Arturo Barrios (Mex)
1964 - Gaston Roelants (Bel) 1991 - Arturo Barrios (Mex)
1965 - Gaston Roelants (Bel) 1992 - Simon Chemwoyo (Que)
1966 - Alvaro Mejia Flores (Col) 1993 - Simon Chemwoyo (Que)
1967 - Gaston Roelants (Bel) 1994 - Ronaldo da Costa (Bra)
1968 - Gaston Roelants (Bel) 1995 - Paul Tergat (Que)
1969 - Juan Martinez (Mex) 1996 - Paul Tergat (Que)
1970 - Frank Shorter (EUA) 1997 - Émerson Iser Bem (Bra)
1971 - Rafael Tadeo Palomares (Mex) 1998 - Paul Tergat (Que)
1999 - Paul Tergat (Que)

CAMPEÃS FEMININAS:
1975 - Christa Valensieck (Ale) 1987 - Martha Tenório (Equa)
1976 - Christa Valensieck (Ale) 1988 - Aurora Cunha (Por)
1977 - Loa Olafsson (Din) 1989 - Maria Del Carmen (Mex)
1978 - Dana Slater (EUA) 1990 - Maria Del Carmen (Mex)
1979 - Dana Slater (EUA) 1991 - Maria Luiza Servin (Mex)
1980 - Heide Huterer (Ale) 1992 - Maria Del Carmen (Mex)
1981 - Rosa Mota (Por) 1993 - Hellen Kimayio (Que)
1982 - Rosa Mota (Por) 1994 - Derartu Tulu (Etio)
1983 - Rosa Mota (Por) 1995 - Carmem de Oliveira (Bra)
1984 - Rosa Mota (Por) 1996 - Roseli Machado (Bra)
1985 - Rosa Mota (Por) 1997 - Martha Tenório - (Equa)
1986 - Rosa Mota (Por) 1998 - Olivera Jevtic (Iug)
1999 - Lydia Cheromei (Que)

domingo, 13 de maio de 2012



 




 HISTORIA DA CORRIDA DE SÃO SILVESTRE

Numa viagem à França, em 1924, Cásper Líbero assistiu a uma corrida noturna em que os corredores carregavam tochas de fogo.
Entusiasmado, resolveu promover, naquele mesmo ano, algo semelhante em São Paulo., Assim, à meia-noite de 31 de dezembro, daquele ano foi instituída a Corrida de São Silvestre que reunia os atletas da cidade e ganhou o nome porque esse era o santo do dia.
A prova passou, em mais de 70 anos consecutivos de realização, por inúmeras transformações e cresceu: dos apenas 60 participantes da primeira edição, a corrida passou a registrar mais de 10 mil inscrições nos últimos anos, incluindo a presença das maiores expressões do atletismo mundial.
A São Silvestre tornou-se internacional a partir de 1945, quando abriu espaço aos atletas de todas as partes do mundo. Quando a ONU instituiu o Ano Internacional da Mulher, em 1975, a competição passou a incluir a participação das mulheres.
Atualmente, tanto a largada quanto a chegada da prova de 15 km, acontecem à tarde em frente à sede da Fundação Cásper Líbero, no número 900 da Av. Paulista. Os milhares de atletas dividem-se nas categorias masculina e feminina e por faixas etárias, dentro dos critérios de regulamento estabelecido pelo jornal, patrocinador do evento.
Em 1945, Carlos Joel Nelli, diretor de A Gazeta Esportiva, decidiu alterar a estrutura da prova. A partir daquele ano a corrida tornou-se internacional, trazendo maior emoção à competição através do duelo entre brasileiros e estrangeiros.
Os primeiros atletas do exterior convidados a participarem da corrida foram o uruguaio Oscar Moreira e o chileno Raul Inostroza, tendo se classificado respectivamente em segunda e quarta colocação. O grande vencedor da estréia de abertura da São Silvestre aos competidores de outros países foi o brasileiro Sebastião Alves Monteiro, que repetiu o excelente feito no ano seguinte.
Depois de abrir as portas para atletas de toda parte do mundo, a São Silvestre inaugurou, em 1975, a prova feminina. Sintonizados com os acontecimentos mundiais, os organizadores da prova resolveram prestar uma homenagem às mulheres, no ano em que a ONU instituiu o Ano Internacional da Mulher.
O primeiro título feminino ficou com a alemã Christa Valensieck, que voltaria a vencer a corrida em 1976. O maior fenômeno da prova feminina, no entanto, despontou na década de 80. A portuguesa Rosa Mota brilhou nas ruas de São Paulo com seis vitórias consecutivas, de 81 a 86.
O Brasil também teve a sua representante no lugar mais alto do pódio: Carmem de Oliveira foi
o orgulho nacional, em 95, e Roseli Machado, em 96.
Grandes nomes já passaram pela São Silvestre. O lendário tcheco Emil Zatopek, conhecido nos anos 50 como a Locomotiva Humana, venceu a corrida chegando 500 metros à frente do segundo colocado. Zatopek tinha em seu currículo três medalhas de ouro nas Olimpíadas de Melbourne, na Austrália, pelas vitórias nos 5.000m, 10.000m e maratona.
Além de Zatopek outros atletas ficaram na história da corrida: o argentino Osvaldo Suarez (tricampeão, com vitórias em 58, 59 e 60), o belga Gaston Roelants ( vencedor em 64, 65, 67 e 68), o colombiano Victor Mora ( campeão em 72, 73, 75 e 81), o equatoriano Rolando Vera (86,87,88 e 89), o brasileiro José João da Silva, vencedor em 80 e 85, e responsável pelo fim do longo jejum brasileiro no pódio, desde 47.